O estilo e o som do DJ Diego Marzzitelli (theRed)

Diego Marzzitelli Maoleskine

Morando em uma mesma cidade há muito tempo, às vezes deixamos de perceber coisas incríveis que podem estar acontecendo fora do nosso campo de visão em meio à muvuca do trânsito, trabalho, faculdade, compromissos com a família, namoro… E justamente quando o estresse do cotidiano vem à tona, o fim de semana chega e nos dá uma colher de chá. O problema é que ainda existem muitas pessoas que, mesmo estando conectadas às redes sociais e tendo acesso a todo tipo de informação, não sabem o que fazer de diferente quando chega a sexta ou o sábado, e acabam caindo na mesmice – indo para os mesmos lugares, onde provavelmente vão estar as mesmas pessoas, tocando as mesmas músicas… Então que tal conhecer um pouco melhor a cena UndergroundFoto: Graziela Praia

A noite de Manaus hoje tem uma gama de possibilidades: rock, pagode, forró, funk, sertanejo e por que não música eletrônica? Witch-House? Shoegaze? Trip Hop? Chill Wave? Para a alegria dos fãs desses estilos musicais não tão comuns, recentemente a nossa cidade tem sido presenteada com festas independentes com o intuito de mostrar para as pessoas as novidades das pistas internacionais, lançamentos e produções pouco conhecidas mas de excelente qualidade e o melhor: tentar eliminar a ideia de que em festa, música boa é música que todo mundo conhece – uma vez que o papel do DJ (dentre outras coisas) é criar uma atmosfera atraente e animada através do som, o que não o impede de surpreender colocando nas caixas de som algo desconhecido porém inegavelmente bom.

O Maoleskine teve a honra de poder entrevistar um dos DJs em ascensão em Manaus, que está conquistando espaço nas festas da cidade e inovando no formato de entretenimento oferecendo um jeito novo de conhecer e apreciar música. Já tivemos a honra de poder promover um evento no qual ele foi atração principal (Lembra da Festa Kiki Celebration?), conhecê-lo pessoalmente e ser apresentado ao seu estilo de mixagem. Na foto, DJs e organizadores da Kiki vestindo camisetas da coleção ‘Salvador Rocks’ da Cavalera, patrocinadora do evento e parceira do blog. (Esq- Dir: Eu, DJ Neto Valcacer, Rafael Froner – idealizador da festa e editor do Pelamordi e Diego Marzzitelli)

Kiki - Party - Maoleskine - Pelamordi - Cavalera

Maoleskine entrevista Diego Marzzitelli – DJ theRed

Maoleskine: Como você entrou em contato com o mundo da mixagem?

Diego Marzzitelli: Foi em 2011 quando eu decidi ser engenheiro de som como profissional, e como no Brasil não tem essa faculdade, o mais próximo que eu achei parar começar e ver se realmente era o eu queria foi produção musical. Fui a Curitiba em janeiro de 2012 na AIMEC, que é a maior escola do Brasil na área, achando que ia aprender a usar elementos sintéticos nas minhas bandas de rock que eu já tinha, aprender a gravar aluma coisa e por aí vai, mas acontece que lá é totalmente voltado a produção de musica eletrônica e especificamente EDM, desde então vivi por dois meses naquele meio de clubs e DJs.  Conheci muito e absorvi bem rápido, e quando voltei a manaus não consegui engrenar nenhuma banda (porque banda é muito complicado e não tem mercado pra você viver disso e eu tava precisando me profissionalizar) e com o tempo fui gostando cada vez mais de EDM, até que em julho de 2012 voltei a Curitiba para fazer o Curso de Dj com software e absorvi mil vezes mais a música e o meio lá da escola e do mercado, e embarquei de vez nesse mundo.

M: Quem é a sua maior inspiração?

D: Os pais do techno Kraftwerk, Hichie Hawtin (o cara que inventou o minimal Techno), e o brasileiro Victor Ruiz que iniciou um movimento de techno brasileiro diferente do alemão e americano com muita originalidade, o qual sou um dos defensores e participantes agora.

M: Você tem alguma peça de roupa favorita? Tem algum ícone de estilo?

D: Pior que não hahaha! Me visto de preto quando vou tocar quase sempre, todos os ícones do techno fazem o mesmo e me inspiro neles. Demorei pra entender a musica eletrônica, musicalmente vim do rock e sempre achava tudo meio repetitivo mas depois fui estudando a forma de ouvir, que é diferente, e afinando meu ouvido. No rock gostava de post-punk e post-rock, coisas com energia e até mesmo depressivas, e descobri o techno como minha vertente favorita da EDM, com poucas linhas melódicas e timbres sintéticos e futuristas, então o trage é basicamente preto, mas sim, me preocupo com o que vou vestir não sou mto bom nisso (mas minha namorada ajuda bastante).

O próximo evento organizado pelo Diego já tem data e local! É no próximo sábado, dia 29/06 e chama-se Undergrounder Treffen, e já está na sua terceira edição. Se você quiser saber mais sobre a festa, onde vai ser, quem vai tocar, mais detalhes e fotos das últimas edições, se liga no grupo e na página oficial do evento. E como falar em DJ sem ouvir pelo menos um set especial?

Esses é um dos mixes que o Diego fez pra mostrar um pouco da sua produção própria, suas influências, suas referências, o que ele curte ouvir e o que inspira projetos novos. No Vitrola Fashion:

 

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