RCHLO: a nova Riachuelo! + Entrevista com um dos designers da seção masculina da grande Fast Fashion

capa Riachuelo Victor

O ano já está quase no final, e como todo fim é um grande recomeço, nada impede que grandes mudanças sejam planejadas e executadas com êxito. A marca de moda mais valiosa do Brasil, Riachuelo, não parou nem desacelerou suas engrenagens e antes mesmo que o ano acabe, já está movimentando a cena com a promessa de uma coleção que tem tudo pra virar hit: a Fashion Five, que conta com peças assinadas por personalidades como Camila Coutinho e Dudu Bertholini1452175_10152066308502415_263004997_n

Enquanto essa coleção não é oficialmente lançada nas lojas do país (28/11), o presidente da fast fashion Flávio Rocha já está dando prévias de outras novidades no seu instagram! Ele recentemente postou uma foto com uma versão “redux” do logo da marca, que será utilizado na mais nova unidade, na luxuosa Rua Oscar Freire (em meio a lojas da Versace, Dior, Marc Jacobs e outras).

Obviamente, todo sucesso tem o seu segredinho e eu aposto que assim como eu, você também deve ter curiosidade de saber como são feitas as coleções, acessórios, pesquisas de tendências e outros detalhes que tornam cada visita à loja uma descoberta tão interessante. Com muito prazer, tive a oportunidade de conhecer um dos fashion designers responsáveis pela seção masculina e fiz uma micro entrevista pra conhecer um pouco da experiência de poder criar roupas desejadas por pessoas do país inteiro, as referências que são utilizadas no processo de criação, dentre outras coisas. Victor Medeiros Maoleskine Entrevista

As 6 perguntas

M: Como você vê a chegada de marcas como GAP e Forever 21 ao Brasil, com relação a Riachuelo? É uma ameaça? 

VM: Essas marcas do exterior são empresas de fast fashion pautadas na estratégia de varejo de lançar no mercado tendências emergentes e atuais o mais rápido e efetivamente possível, focando num preço atrativo ao consumidor – mesma estratégia usada por empresas com a mesma proposta aqui no Brasil como Marisa, Renner e C&A. No entanto, quando essas empresas chegam ao nosso país, seus produtos ‘ganham status’ de roupas de grife pelo seu alto preço, resultado da carga tributária que sofrem, logo seu público alvo acaba sendo outro. Não as vejo como ameaça.

M: Como você definiria a coleção Alto Verão masculina (que acabou de ser lançada) em apenas três palavras?

VM: CORRE PRA LOJA! BRINCADEIRA! A coleção tá bem coloridaurbana e irreverente.

M: Qual o momento mais marcante da sua carreira?

VM: Sempre fui curioso e sempre gostei de ir atrás de diferentes formas de conhecimento. Quando terminei o ensino médio e comecei a planejar minha carreira, acabei inclinando para a área de negócios e então resolvi cursar Administração e Comércio Exterior. Nesses cursos descobri a minha paixão pela moda, quando comecei a estagiar em empresas do segmento para realizar pesquisas para conclusão de curso e daí veio a vontade de fazer parte da criação. Ao final da faculdade tive a grande oportunidade de vir trabalhar aqui, sendo esse o momento mais marcante na minha trajetória.

M: Você tem algum ícone de estilo?

VM: A Madonna, sem dúvidas. Ícone de estilo, de comportamento e de música (menos de cinema, porque nessa área ela ficou devendo muito hahaha). Admiro muito a forma que ela soube construir e conduzir uma carreira sólida e multifacetada, sempre trazendo um conceito chocante, espalhando a ideia de que devemos ser ousados em todos os momentos. Trendsetter total! 

M: Se você pudesse montar um quadro com suas referências, a sua visão de moda e o que te ajuda a colocar sua identidade nos seus designs, como ele seria? Moodboard

VM: Minha estética favorita é a minimalista, futurista e arquitetônica, cores favoritas são preto e branco, instrumentos de trabalho são imaginação, inspiração e intuição, meu estilo próprio: barba, tattoo, t-shirt e jeans, elementos que gosto: caveiras e geometria e atitude sempre ousada e irreverente. Meu painel seria mais ou menos assim, levando em conta minhas características e gosto.

M: Já houve alguma coleção na qual você precisou sair da zona de conforto criativa?

VM: Claro. Nem sempre o público alvo para o qual criamos está em sintonia com o que gostamos de criar. O estilista acaba se limitando muito quando só quer fazer o que gosta. Tudo é um desafio e é nessas horas que sabemos diferenciar um bom profissional de um ruim, quando ele consegue fazer um produto acertado para qualquer tipo de consumidor. O que acontece, no entanto, é que acabamos por colocar nosso gosto pessoal nas criações, e isso é inevitável. montagem

É uma honra poder falar sobre moda com quem entende e trabalha em uma das maiores empresas do segmento, além de descobrir que foi ele quem criou algumas das minhas camisetas favoritas! Com certeza, o Victor é um daquele tipo de pessoa que nos inspira a procurar mais, pesquisar mais e não se conformar com o que a vida nos dá. Uma baita inspiração! Eu, André, tenho minhas ambições e analisando bem, não estou tão perto assim de alcançá-las, porém mais longe já estive!

E você? Tá perto de concluir algum objetivo? Não? O que você tá esperando?

Falta menos de 40 dias para o ano novo começar!

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